UA desenvolve fato ignífugo em parceria com GNR

9-5-2024, Região     984


A Universidade de Aveiro (UA) está a desenvolver, em parceria com a GNR, um novo fato de proteção contra o fogo que, para além de oferecer uma camada adicional de proteção térmica - essencial para mitigar os riscos de queimaduras -, promove ativamente a circulação do ar, reduzindo a transpiração e expulsando o ar quente. Para isso, a UA formalizou, a 15 de março de 2024, um protocolo de cooperação com a Guarda Nacional Republicana.

O fato ignífugo foi desenvolvido na UA por Filipe Bento (investigador) e Francisco Providência (designer e docente), membros do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA). Este novo equipamento de proteção individual (EPI) apresenta uma abordagem multifacetada para garantir a segurança e o conforto dos utilizadores. Para além de oferecer uma camada adicional de proteção térmica, essencial para mitigar os riscos de queimaduras, este fato promove ativamente a circulação do ar, reduzindo a transpiração e expulsando o ar quente. Estas características inovadoras permitem baixar a temperatura corporal e evitar problemas de stress térmico, exaustão prematura e mobilidade reduzida.

A UA garantiu os direitos de propriedade industrial ao proteger estes desenvolvimentos tecnológicos através de um pedido de patente e de desenho ou modelo.

A proteção da tecnologia no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) por desenho ou modelo e pedido de patente permite proteger o seu design inovador, bem como a invenção que promove a circulação eficaz do ar quente entre o equipamento e o corpo humano. Com saídas estrategicamente posicionadas, o sistema dissipa o calor para o exterior, promovendo maior conforto e eficiência.

O protocolo assinado com a GNR permitirá o teste e validação no terreno de protótipos do fato ignífugo, em contexto de exercício de treino e simulação, pelos sapadores florestais da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro. A validação desta tecnologia junto dos elementos da GNR irá permitir a sua maturação tecnológica e fomentar a implementação no setor dos EPI, através da cooperação com entidades públicas ou privadas.

A UACOOPERA, estrutura responsável pela interface da UA com o exterior, que tem como objetivos apoiar a academia nas diversas atividades de cooperação com a Sociedade e valorizar o conhecimento e os resultados das atividades de I&D, mantém-se disponível para debater esta tecnologia.


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