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Assinado protocolo para edição de documentação do Mosteiro de Arouca relativa ao período medieval

2-9-2022, Arouca     480


O Município de Arouca e a Universidade de Coimbra, através do Centro de História da Sociedade e Cultura, firmaram um protocolo que permitirá a edição de fontes documentais do Mosteiro de Arouca relativas ao período medieval. A assinatura decorreu a 31 de agosto, na Sala do Capítulo do Mosteiro de Arouca.



O Diplomatário do Mosteiro de Arouca é uma obra, em 10 volumes, que estará disponível online e em papel de forma faseada até 2030, e em que serão editados todos os documentos sobre Arouca e o seu mosteiro, desde a sua origem até 1503. São milhares de documentos, em latim e em português, conservados em arquivos nacionais e estrangeiros. Desta forma, os coordenadores científicos desta obra - Maria Helena da Cruz Coelho e Luís Miguel Rêpas -, apoiados em décadas de investigação, disponibilizarão aos arouquenses, aos historiadores e aos demais interessados, nacionais e estrangeiros, todos os textos que servem de base à história de Arouca, dos arouquenses e do seu mosteiro e que se revestem igualmente da maior importância, por exemplo, para se conhecer melhor a história de muitas das mais prestigiadas famílias portuguesas que viram algumas das suas mulheres professar no Mosteiro de Arouca.

Enquanto a Universidade de Coimbra, através da sua Faculdade de Letras – Centro de História da Sociedade e da Cultura, tem como missão preparar a edição da documentação do Mosteiro de Arouca relativa ao período medieval e assegurar a edição digital em regime de ciência aberta, ao Município de Arouca caberá garantir o financiamento de parte das atividades de investigação que a edição do Diplomatário do Mosteiro de Arouca implica, nomeadamente para assegurar o pagamento de serviços especializados de um investigador que trabalhará no projeto, num montante de 7500 € por volume, e garantir o financiamento da publicação da obra em papel.

Na ocasião, a Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, classificou a assinatura do protocolo como um “momento histórico”, que “possibilitará a disponibilização online ao público e a título gratuito de documentos referentes a 620 anos de vivência deste nosso Mosteiro”. Sublinhou ainda que “o Mosteiro de Arouca será o primeiro, em Portugal, a ter toda a sua documentação publicada e disponível em livro e em edição eletrónica”, o que viabilizará a respetiva consulta a partir de qualquer ponto do mundo, em regime de ciência aberta.


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